Fábio Rodrigues Goulart
Antes, durante e além da Rua dos Aimorés
Ilustrações de Elaine Ladeira

Histórias de uma infância no interior, contadas do jeito que a memória guarda: com afeto e simplicidade.
Em Rio Preto, um menino de triciclo barulhento cresce entre pipas, futebol de rua, tios contadores de histórias e cinco casas diferentes, até chegar à Rua dos Aimorés.
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Dizem que ele não tinha pressa nenhuma de crescer.
Tudo começa numa casa de frente para a praça, em São José do Rio Preto. O menino vive de cueca por causa do calor, usa botas ortopédicas pesadas e pedala um triciclo vermelho que faz vrum-vrum pela calçada. A mágica de verdade chega com o toc-toc-toc da charrete do leiteiro.
Depois vêm outras moradas: o quintal com um salgueiro-chorão que ouvia segredos, o apartamento do Edifício Rio Branco com a loja de doces ao lado, os fins de semana no sítio com cheiro de café secando ao sol e a promessa de um pônei para o mês de agosto.
Na Rua dos Aimorés, o mundo fica gigante: o campinho ao lado da casa da dona Irene, as pipas que o pai cortava no bambu, o pão doce do padeiro, as partidas de pebolim e as lendas da Orguinha e do Branquelão, que faziam a turma correr.
Escrito para homenagear os pais e acolher a saudade, o livro mostra como as lembranças mais simples atravessam o tempo e continuam iluminando a vida adulta.
Para ler junto e conversar depois
Uma infância em cinco casas
Cada mudança abre um capítulo, com novos cenários, novos medos e novas descobertas. A casa vira o fio que costura a história.
Pais, avós e netos na mesma página
Para as crianças, aventura e imaginação. Para os adultos, a lembrança de um tempo de brincadeiras ao ar livre e vizinhos que viravam família.
Gente e lugares de verdade
O leiteiro, a Jaja das esfirras, o tio Zequinha e seu Fusca, o clube Monte Líbano: nomes reais de uma comunidade do interior paulista.

Mas o café da manhã compensava tudo: ia ao curral com meu copo, colher e chocolate em pó, esperando o leite recém-tirado. Era quase uma cerimônia — quente, doce, sincera.

Sobre o autor
Fábio Goulart
Fábio Goulart nasceu em 1971, em São José do Rio Preto (SP), onde viveu uma infância marcada por histórias e afetos. Aos 18 anos, mudou-se para a capital para cursar Direito; fez mestrado e seguiu carreira no Ministério Público como Promotor de Justiça.
É também autor do livro jurídico Tribunal do Júri. Aspectos Críticos Relacionados à Prova. Depois da perda dos pais, encontrou no resgate das memórias de infância uma forma de homenageá-los e de transformar a saudade em literatura.
As portas da infância ficam sempre abertas.
Uma viagem ao tempo em que o mundo cabia na rua de casa, para ler em voz alta, lembrar junto e contar as próprias histórias depois.
Para crianças, pais e avós que gostam de boas lembranças.
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